E ainda amo. Mas não é mais amor de estar junto, e conseguir explicar é utopia que nem mesmo se explica.
A cada dia morro um pouco por saber da dor que tudo isso traz, eu não queria deixar uma marca sequer no seu coração que não fosse de amor, de felicidade.
Sei que é pedir muito, mas me faça uma gentileza: tape cada ferida com lembranças de tudo o que vivemos de bom. Cada lembrança deve ser um curativo pra cada ferida. A gente foi muito feliz, tenho certeza que todas as recordações de alegria conseguirão fechar os machucados.
Trouxe aquela fontezinha pro meu trabalho. É a paz que você me trazia agora mais perto de mim.
O escapulário precisa de outra solda. Quebrou. Paciência. Ele nunca saiu da minha mochila, ia comigo pra cima e pra baixo. Quando consertar, volta pro pescoço.
Por que estou escrevendo, ao invés de te dizer isso tudo? Se eu ouvir sua voz, corro o risco de não conseguir respirar no segundo do seu "oi". E preciso estar vivo, e te deixar bem, pra gente seguir em frente e superar isso tudo, pra ser feliz de novo.
De todas essas luas (foram 755 delas) não houve uma em que eu tenha deixado de te amar. Mas deixei de me amar em muitas, pra poder amar a gente. Preciso aprender a parar com isso, pra não machucar mais ninguém e não me machucar.
Fica bem, a gente vai voltar a ser feliz.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Ombros mais fortes
Eu sei. O caminho não é pedir cargas mais leves, e sim ombros mais fortes.
Mas quero pedir pra só um pouquinho pegar mais leve comigo.
Eu tenho duas gerências para tocar, expectativas de duas diretorias e duas presidências para administrar, uma conta bancária que não consegue muito se manter estável, uma preocupação eterna com o bem estar do mundo, prazos e muita pressão para cumpri-los, além dos pedaços de um coração, que estou tentando juntar.
Grato pela compreensão.
Mas quero pedir pra só um pouquinho pegar mais leve comigo.
Eu tenho duas gerências para tocar, expectativas de duas diretorias e duas presidências para administrar, uma conta bancária que não consegue muito se manter estável, uma preocupação eterna com o bem estar do mundo, prazos e muita pressão para cumpri-los, além dos pedaços de um coração, que estou tentando juntar.
Grato pela compreensão.
sábado, 23 de julho de 2011
Metade ou parte
É, hoje você não vai me reconhecer mesmo: eu que pensava estar inteiro, me arrancaram uma parte da alma. Ela volta, ferida, mas volta.
Vou chorar um pouquinho, tá. Mas daqui a pouco, eu volto a ser eu. Diferente, porque a gente nunca volta do jeito que foi. Mas voltarei eu.
Em dias assim, lembro da grande Clarice Lispector: "Eu não sou sempre assim triste. É que hoje eu estou cansada". Um eufemismo pra acalmar a alma.
Vou chorar um pouquinho, tá. Mas daqui a pouco, eu volto a ser eu. Diferente, porque a gente nunca volta do jeito que foi. Mas voltarei eu.
Em dias assim, lembro da grande Clarice Lispector: "Eu não sou sempre assim triste. É que hoje eu estou cansada". Um eufemismo pra acalmar a alma.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Um momento de hoje
Hoje é um dia daqueles, que dá vontade de fazer nada, que nem acendendo a luz e afastando os móveis, dá pra encontrar forças pra seguir andando.
Se pudesse, hoje eu queria não atender o telefone, nem ter que sorrir pra quem passa e me olha como se eu fosse uma fortaleza inabalável.
Queria ficar no meu canto, me olhando de onde eu quisesse, de onde eu mais me sentisse bem. Queria parar o tempo dentro do meu apartamento, me entregar pro abraço do meu edredon, me apoiar no ombro do meu tavesseiro e conversar com aquele livreto, que tem a página 15 meio rasgada.
Passa logo, dia...
Eu sei que tem um monte de coisa aí fora que exige que eu esteja de pé, sorrindo, entregando uma força que nem se eu quisesse, hoje teria como encontrar. Por isso estou aqui. Parei um pouquinho pra respirar, e me sentir, e me entregar.
Enquanto tudo isso em volta acontece, eu vou contando pro meu coração que vai ficar tudo bem. Que ele só precisa ter um pouquinho mais de paciência, porque essa ferida vai fechar, e que eu vou ajudar ele a não se machucar de novo, apesar de saber que essa tarefa é tão complicada quanto entregar a ele a paz que lhe concerne.
Eu vou tentar. E se não conseguir, eu tento de novo. É por isso que vivo.
Se pudesse, hoje eu queria não atender o telefone, nem ter que sorrir pra quem passa e me olha como se eu fosse uma fortaleza inabalável.
Queria ficar no meu canto, me olhando de onde eu quisesse, de onde eu mais me sentisse bem. Queria parar o tempo dentro do meu apartamento, me entregar pro abraço do meu edredon, me apoiar no ombro do meu tavesseiro e conversar com aquele livreto, que tem a página 15 meio rasgada.
Passa logo, dia...
Eu sei que tem um monte de coisa aí fora que exige que eu esteja de pé, sorrindo, entregando uma força que nem se eu quisesse, hoje teria como encontrar. Por isso estou aqui. Parei um pouquinho pra respirar, e me sentir, e me entregar.
Enquanto tudo isso em volta acontece, eu vou contando pro meu coração que vai ficar tudo bem. Que ele só precisa ter um pouquinho mais de paciência, porque essa ferida vai fechar, e que eu vou ajudar ele a não se machucar de novo, apesar de saber que essa tarefa é tão complicada quanto entregar a ele a paz que lhe concerne.
Eu vou tentar. E se não conseguir, eu tento de novo. É por isso que vivo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Vazio
Era pra ser um estado, dotado de espaço
Mas se um deixa, fica tão cheio que sufoca o peito
E machuca a alma, e fere os sentidos
O vazio não significa ausência
É a permanência do que mais se teme
E falha a voz pra mandar embora
Seja feliz, apenas
Mas se um deixa, fica tão cheio que sufoca o peito
E machuca a alma, e fere os sentidos
O vazio não significa ausência
É a permanência do que mais se teme
E falha a voz pra mandar embora
Seja feliz, apenas
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Amigo
É aquele que te ajuda a lembrar dos seus valores, quando às vezes você nem acredita que os tem mais...
É quem te abre os olhos, quando você se perde e acha que está voltando pelo caminho certo.
É o que te defende, quando suas forças estão pequenas demais para sobreviver sozinho.
É o ombro que seca suas lágrimas, é a luz que irradia do seu sorriso, é o abraço que pode ser sentido à distância.
Amigo, é a mão de Deus aí pertinho de você.
Boa semana!
É quem te abre os olhos, quando você se perde e acha que está voltando pelo caminho certo.
É o que te defende, quando suas forças estão pequenas demais para sobreviver sozinho.
É o ombro que seca suas lágrimas, é a luz que irradia do seu sorriso, é o abraço que pode ser sentido à distância.
Amigo, é a mão de Deus aí pertinho de você.
Boa semana!
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